2º Festival do Queijo Minas Artesanal

Divulgação/Foto: FAEMG

Evento em BH reuniu mais de dez mil pessoas e movimentou meio milhão de reais

O 2º Festival do Queijo Minas Artesanal de leite cru atraiu, entre 18 e 20 de maio, aproximadamente dez mil pessoas para a Serraria Souza Pinto, em BH. O evento foi feito sob medida para os amantes do produto e da gastronomia mineira e reuniu produtores das sete regiões demarcadas no estado – Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro  e Triângulo -, que levaram para o festival cerca de quatro mil peças de queijo. Foram mais de meio milhão de reais em negócios.

Cervejas artesanais, vinhos, cachaças, cafés, mel e azeites mineiros foram outros destaques e, harmonizados com os queijos,  fizeram sucesso com o público. Também foram realizadas oficinas de conservação, harmonização e degustação de queijos. Chefs de cozinha de BH criaram pratos especiais, que valorizaram a peculiaridade dos queijos produzidos em cada região do estado.

Promovido pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Festival é o único dedicado exclusivamente ao Queijo Minas Artesanal de leite cru. A iniciativa destaca a tradição desse produto, que possui grande importância econômica, social e histórica  para Minas Gerais, além de ser reconhecido mundialmente.

Na abertura oficial, o presidente do Sistema FAEMG, Roberto Simões, ressaltou a importância do produto que faz parte da tradição do Estado: “O Festival tem como objetivo conectar produtores com o público, ampliar mercados e a renda das famílias. O queijo mineiro artesanal é uma riqueza mineira. Cada um tem particularidades e sabores definidos pela região, clima e vegetação”.

Segundo o presidente da Fiemg e diretor do conselho deliberativo do Sebrae Minas, Olavo Machado Jr., “dar visibilidade a quem produz as iguarias de qualidade, como queijos, cafés, azeites, mel, cachaça e cerveja, é valorizar o pequeno produtor, que é o que nós temos feito”.

Já o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), Marco Antônio Castello Branco, ressaltou a importância do incentivo à produção do queijo minas artesanal para reduzir as desigualdades regionais de Minas Gerais: “ A produção artesanal de queijo, café, azeite é a valorização cultural do nosso Estado. É instrumento de geração de mercado e renda para a população. A criação deste mercado é prioridade para este governo”.

Representando a Prefeitura de Belo Horizonte, o vice-prefeito Paulo Lamac reconheceu que o “Minas Gerais vem desempenhando um grande esforço na promoção da gastronomia mineira.”

As sete regiões do Estado, caracterizadas e reconhecidas, concentram pequenos produtores que fazem da fabricação do queijo artesanal uma arte de Minas Gerais reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Atualmente, cerca de 300 produtores são cadastrados no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), com certificação para comercializarem seus produtos dentro do Estado de Minas Gerais. Além desses, cerca de dez produtores possuem o registro do SISBI, que possibilita que seus queijos sejam vendidos em todo o país.

O 2º Festival do Queijo Minas Artesanal foi patrocinado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/MG) e Sistema Ocemg. Contou com o apoio de Água Mineral Viva, BH Airport, Classe A, Divulga Gerais, Centro Universitário Una, Una 360, Emater, Epamig, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A correalização é da Mais Gastronomia, Mineiraria e Governo de Minas. A curadoria do simpósio é da Iandé. A produção executiva é da Panda Promoções e Eventos.

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